quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Parques do Brasil


O evento “Parques do Brasil” acontecerá no dia 24/11, das 9h às 19h, no lounge da  Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.
Mais informações estão no site evento.semeia.org.br , onde é possível  também confirmar presença.  

Jacutinga volta à Mata Atlântica graças ao trabalho de biólogos brasileiros

No passado, a jacutinga (Aburria jacutinga), esta linda ave da foto acima, era encontrada em florestas desde a Bahia até o Rio Grande do Sul. Endêmica da Mata Atlântica, ou seja, ela só existe neste bioma e em nenhum outro lugar do mundo, ela foi desaparecendo. A perda de seu habitat natural, provocado pelo desmatamento– hoje restam apenas 8,5% do território original da Mata Atlântica -, e também a caça, fizeram com que a jacutinga fosse praticamente extinta no Brasil. Em um censo realizado em 2010, somente foi avistada uma única ave no Parque Estadual da Serra do Mar, no estado de São Paulo.
Seis anos depois, em junho último, graças aos esforços de conservação da equipe da organização Save Brasil, nove jacutingas foram soltas em uma área protegida, dentro da Serra da Mantiqueira, em São Paulo.
Antes disso, entretanto, as aves passaram por processo de reabilitação à vida selvagem. Em março deste ano, elas deixaram um criadouro particular e foram levadas para o viveiro de reabilitação na Serra da Mantiqueira. Durante três meses, os biólogos estudaram o comportamento das jacutingas e a interação social entre elas. Também as treinaram para que, na mata, se alimentassem e voassem livremente e reconhecessem predadores.
Após a soltura, o grupo das jacutingas continua a ser monitorado com radares via satélite, colocado em colares nas aves, além de idas a campo pelos pesquisadores e ainda, através da participação da comunidade local, incentivada a relatar quando elas são avistadas.
Foi exatamente desta maneira, que uma semana depois de serem reintroduzidas na mata, um morador da região avisou que havia visto uma jacutinga macho, acompanhada de uma fêmea, há mais de 1 km de distância do viveiro de reabilitação. Para os biólogos envolvidos no projeto, esta é uma excelente notícia, já que mostra que os animais estão circulando livremente pela floresta e se alimentando adequadamente.
A ação de reabilitação e soltura das aves faz parte do Projeto Jacutinga, uma parceria da Save Brasil com o ICMBio/APA Mananciais do Rio Paraíba do Sul.
Parte importante do trabalho conjunto destas organizações é a educação ambiental da comunidade. Desde o ano passado, foram realizadas diversas ações e atividades com professores e alunos das escolas públicas da região*. Para que se sintam estimulados a se envolver no projeto de preservação da jacutinga, as pessoas precisam entender a importância da ave para o meio ambiente.
Além de se alimentar do palmito-juçara (Euterpe edulis), a jacutinga consome uma enorme variedade de frutos. Ao regurgitar ou defecar as sementes, a ave contribui para a dispersão das mesmas e assim, exerce seu papel de colaboradora no replantio de espécies de árvores e plantas da Mata Atlântica.
Viveiro de reabilitação das jacutingas na Serra da Mantiqueira
Foto: divulgação BirdLife Internacional/Marco Silva e @rboulhosa

Economias Subversivas

No começo de dezembro a Nuvem vai organizar o encontro Economias Subversivas. Durante 5 dias estaremos compartilhando novas maneiras de fazer trocas, investir, descrescer e financiar ações e projetos, num ambiente de imersão. Se você tem uma ideia ou uma experiência que gostaria de compartilhar, leia a chamada e se inscreva. Serão convidadas 5 a 7 pessoas de qualquer parte do Brasil com passagem, alimentação e hospedagem.

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Há décadas, desde a hegemonia do modelo neoliberal, os governos e populações se tornaram subordinados aos grandes grupos financeiros. Mesmo com eleições regulares, os representantes escolhidos pouco podem fazer – ou querem fazer - em relação a esse arranjo de poderes. Na crise especulativa de 2008, foi a população que teve de pagar o resgate das instituições financeiras, enquanto até os bônus dos CEOs das corporações delinquentes foram mantidos.
O encontro Economias Subversivas quer investigar ideias e iniciativas que desmontem os modelos existentes. Os startups “disruptivos”, em sua maioria, só fazem reforçar sistemas de controle financeiros e concentrar ainda mais a renda em estruturas hierarquizadas e fechadas. Acreditamos que a economia pode ser plataforma e tubo de ensaios para criatividade de qualquer um. Afinal as finanças são baseados no crédito, que nada mais é do que a ideia de emprestar bens à base de confiança, e, opcionalmente, de uma compensação. Das grandes navegações e os primeiros bancos até os fundos hedge e as criptomoedas, toda economia se baseia nessa premissa.
Procuramos projetos que sejam sustentáveis economicamente, mas controlados pelas comunidades e que as beneficiem. A difusão e barateamento da tecnologia possibilitam que apareçam soluções locais. A geração de energia, produção de alimentos, comunicação, transportem já prescindem dos grandes modelos verticais. Porque continuamos a depender das megaempresas de infraestrutura? Porque as células produtivas continuam a ser baseadas no empreendedorismo centralizador, hierárquico, voltado para enriquecimento pessoal, enquanto os modelos cooperativos se tornam cada vez mais difíceis de realizar?
Queremos alternativas para as moedas, para os bancos, financiamentos e investimentos. O modelo econômico baseado no crescimento do PIB atingiu o limite planetário de produção de bens. Produz-se alimentos suficiente para 10 bilhões de pessoas, enquanto quase dez por cento dos 7 bilhões de humanos passa fome.
Nesse encontro, serão selecionadas 5 a 7 propostas, ideias, elucubrações – práticas ou teóricas, ficcionais ou em andamento – que queiram subverter a ordem econômica existente através de microprojetos, romances, instalações, startups cooperativos, criptocréditos, arranjos produtivos, mercados de trocas, etc. Durante os 5 dias do encontro, os selecionados irão interagir com os convidados – pessoas que já realizaram projetos similares, ou que tem estudos sobre o tema – sobre a viabilidade, potenciais e fraqueza do seu projeto. A Nuvem oferece transporte, alimentação e hospedagem para todos os participantes. A hospedagem é na própria casa do encontro, em quartos coletivos mistos com 4 pessoas cada, no máximo; a alimentação é vegetariana.

Além da chamada para o encontro, convidaremos em breve a enviar textos em torno do tema, de até 30 laudas, para uma publicação com lançamento no começo de 2017.
Agradecemos a difusão em suas listas!
Essa atividade tem o apoio da Fundação Ford